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| Gif que o Flickr criou com fotos que tirei do show solo do Lee Ranaldo, do Sonic Youth, em show no Mês da Cultura Independente, em São Paulo/SP, em 2015. |
Sunday, January 25, 2015
Sonic Youth
Sunday, January 11, 2015
Farsa
Sunday, January 04, 2015
A escola da vida não tem formatura
Sunday, December 21, 2014
Eu vi você brilhar
Friday, December 12, 2014
Wednesday, December 03, 2014
Tuesday, December 02, 2014
Thursday, November 27, 2014
Thursday, November 20, 2014
Friday, August 29, 2014
Súcubo
Súcubo
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| Não sei quem é o autor da foto. É um dos três: Jéssica Balbino, Rafael Lopez ou Marília Freitas Rossi. |
Tuesday, August 28, 2012
Só dói quando sonho
Wednesday, March 28, 2012
Luta amada
Este texto faz parte da 5ª Blogagem Coletiva #DesarquivandoBR
Monday, April 11, 2011
Garotas têm ritmo
Uma visão embaçada: sua mão envelhece junto à de alguém em um baile de debutantes. Determinada a encontrar um único amor que a acompanhe por toda a vida, ela recorre aos conselhos de uma autodenominada cigana – uma hippie suja rodeada por cabeludos imundos. Envolvente, a mulher convence a garota, imbuída de ideais românticos, a organizar um baile de debutantes temporão – ela iria fazer 16 anos. Sem problemas; o dinheiro dos pais bancou tudo, da festa na qual deveria aparecer o predestinado à alegria da “cigana”, que também tem o dom de desaparecer sem deixar rastas.
O baile começa pontualmente no dia marcado. A banda contratada para tocar Evanescence e Paramore tem até uma vocalista que lembrava simultaneamente ambas as homenageadas e também a “debutante”. Todos os bicões são bem-vindos; a escola em peso comparece. Um deles havia de ser. Tudo corre bem, mas só o galã de novela contratado especialmente para a valsa de abertura dança com ela. Fora isso, nem sequer o pai. Ninguém chega junto. Então ela sai à caça do amor eterno.
Todos pulando, alguns se beijando, ela observa, nada. Até que ele a encara e ela vislumbra o inferno, em flashes de câmera lenta, uma alucinação bem acurada: primeira vez bruta e dolorosa, ciúmes doentios, traída mesmo no dia do casamento, espancada na frente dos filhos, entedia-se dentro de casa e agoniza sozinha. Ela se vira horrorizada e topa com uma ruiva sorridente. Dançam juntas. Não é o que esperava e não vê futuro algum. Melhor assim.
Wednesday, June 09, 2010
O monstro em cima da cama
O beijo assusta. Desejava-o, mas não tem sentido. Após todos esses anos querendo-a em silêncio sofrido tinha certeza que ela havia percebido seus olhares platônicos e os desprezado olimpicamente. O retribui por instinto.
Ela então pergunta se ele trouxe o DVD do Joy Division que ficou de gravar. Isso aconteceu em um sonho. Que ele não contou para ninguém. Nem sequer tem CDs do Joy Division. “Não, esqueci”. Sorri desconcertado. “Você está tão pálido”. Sonha com ela há três dias. Teve poluções noturnas, o que não acontecia desde a adolescência. Parecia real. É real, agora, mas não parece.
Ao longo do dia procura amigos com quem sonhou. Seus sonhos têm se passado somente à noite e neles tem a autoconfiança que sempre lhe faltou. Todos se lembram das conversas e riem de novo das piadas que contou.
À noite corre para casa. Agacha-se e olha embaixo da cama. Seu duplo o encara, arrasta-se para o meio do quarto, levanta-se e sai sorrindo com desdém. É mais alto, bronzeado, forte. Faz sentido. Ele encolhe-se debaixo da cama para de lá nunca mais sair. Agora tem a vida com a qual sempre sonhou.
Miniconto que fiz para um concurso literário do site Estronho e Esquésito. O tema era "O Monstro Debaixo da Cama". Não fiquei nem entra os trinta primeiros. Mas gostei do que escrevi. Depois pretendo reescrever e expandir esse continho.
Sunday, September 06, 2009
Adendo pós-parada forçada por D.O.R.T.
http://writinginahurry.blogspot.com/
Sunday, August 30, 2009
Diário de um condenado
Sunday, August 23, 2009
Enfim o fim
Em uma comunidade de extrema-direita, deram conta do sumiço inexplicável do velho, que tinha até um perfil no orkut, quem diria. Mas eles especulavam se não teriam sido membros do governo que teriam dado cabo dele. Velhos gagás. Queriam sair por aí batendo nesses caras em comícios, tal qual o velho clamava em seu perfil no orkut. Mas não relacionavam seu desaparecimento ao aparecimento da ossada. Isso foi o fim de tudo. Quando mostrei isso ao meu irmão, ele perdeu todas as esperanças. As tentativas governamentais de localização das ossadas, com ajuda do exército, eram patéticas, claro. Toda a investigação, tudo que ele havia investido, em nada sossegou seu desejo de enterrar meu pai em solo apropriado, católico. Para mim, no entanto, é como se o tivesse enterrado no dia em que acabamos com o velho. Está bom assim.
Sunday, August 16, 2009
Enfim parte 20
Mas resolvi fazer uma busca na internet. Não achei nada. Aí procurei no sistema de busca do orkut. Alguém tinha se dado conta do sumiço dele.
Continua.
Sunday, August 09, 2009
Enfim parte 19
Não chegariam mesmo a nós. Feito o teste de DNA, descobrimos que aquele esqueleto não era de papai. O velho canalha tinha o poder de ser traiçoeiro mesmo além-túmulo. Jogamos a ossada no quintal do presidente da comissão de desaparecidos, na capital. No bilhete, expliquei que provavelmente era de um guerrilheiro. Era mesmo. Estava estampado na manchete dos jornais, duas semanas depois. Um trotskista sem ligação com o grupo de meu pai.
Continua...
Sunday, August 02, 2009
Enfim parte 18
Depois de um bom tempo revolvendo a terra, Júnior o acha. Ele vai guardando os ossos dentro de um saco preto. Com suas luvas amarelas, mira o crânio por uns instantes antes de guardá-lo com um certo carinho, por mais estranho que isto possa ser. Observo tudo sentado contra a parede, com a tremedeira das mãos já controlada. As pernas, entretanto, permanecem trêmulas ao me levantar para ajudá-lo a pôr o corpo do velho na cova reaberta. O rosto está quase irreconhecível, amassado, o nariz torto. Enquanto ele começa a jogar a terra de volta, diz calmamente:
- Não se preocupe, o silenciador funcionou bem. Ninguém vai nos pegar. Moramos a milhares de quilômetros da família dele, pegamos ele sozinho na praia, estamos a centenas de quilômetros de lá. Não chegariam a nós, mesmo que achem o corpo.
Continua...

